Seguindo a série de história política que estou escrevendo aos domingos aqui, hoje falarei sobre João Belchior Goulart, mas conhecido como Jango.
Ele nasceu em 1º de março de 1919, em São Borja, no Rio Grande do Sul. Era o mais velho de oito irmãos, filho do estancieiro Vicente Rodrigues Goulart e da dona-de-casa Vicentina Marques Goulart. Em 1939Faculdade de Direito de Porto Alegre, mas preferiu não exercer a advocacia e cuidar das fazendas de sua família, em especial após a morte do pai. Aproximou-se de Getúlio Vargas depois que este foi alijado do poder ao fim do Estado Novo, e foi morar na Fazenda de Itú, em São Borja, terra natal de ambos. Há de se observar que Goulart foi amigo de Maneco e Protásio Vargas, respectivamente filho e irmão de Getúlio chegando a receber um convite para ingressar no PSD, o que só não ocorreu devido a intervenção direta do líder deposto. Pelas mãos de Getúlio, Jango entrou na política, elegendo-se deputado estadual constituinte pelo Partido Trabalhista Brasileiro em 1947 e, depois, deputado federal em 1950 licenciando-se do mandato para exercer o cargo de Secretário de Interior e Justiça no governo de Ernesto Dorneles, primo de Getúlio Vargas.
De 18 de junho de 1953 a 23 de fevereiro de 1954, foi ministro do Trabalho, Indústria e Comércio do segundo governo de Getúlio Vargas (1951 – 1954), sendo forçado a renunciar após conceder um aumento do 100% no salário mínimo, que causou forte reação entre empresários e na imprensa. Presidente nacional do PTB, após o suicídio de Getúlio tornou-se o principal nome trabalhista do país.
Jango em 1955 foi eleito vice-presidente do Brasil, na chapa PTB-PSD. Na ocasião, obteve mais votos que o presidente eleito, Juscelino Kubitschek. (nessa época votava separado para presidente e vice).
Na eleição de 1960, foi novamente eleito vice-presidente, concorrendo pela chapa de oposição ao candidato Jânio Quadros, do Partido Democrata Cristão e apoiado pela (UDN), que venceu o pleito.
Em 25 de agosto de 1961, enquanto João Goulart realizava uma missão diplomática na China, o presidente Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente. Os ministros militares Odílio Denys, da Guerra, Gabriel Grün Moss, da Aeronáutica, e Sílvio Heck, da Marinha, tentaram impedir a posse de Jango, e o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, foi empossado presidente.
Manifestações populares contra o golpe se formaram em todo o país, sendo sufocadas nos estados controlados pela UDN, como foi o caso da Guanabara, de Carlos Lacerda. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, governado por Leonel Brizola, casado com Neusa Goulart e cunhado de Jango, a Campanha da Legalidade teve apoio oficial, com a criação da Rede da Legalidade e a posterior adesão do III Exército, comandado pelo general Machado Lopes. A solução para o impasse foi a aprovação pelo Congresso, em 2 de setembro, de uma emenda constitucional que instaurou o parlamentarismo como regime de governo.
No meio dessa semana continuo essa história! Só uma palhinha hoje!!!!