Arquivo para Agosto 9, 2008

Existe uma cruzada das elites contra Crivella, diz socialite Vera Loyola

RIO DE JANEIRO – Cabo-eleitoral do bispo Marcelo Crivella (PRB), candidato a prefeito do Rio de Janeiro e primeiro colocado nas intenções de voto, a socialite carioca Vera Loyola fez uma análise das eleições municipais e defendeu que o senador do PRB é a opção “da família” e o mais bem preparado para assumir a prefeitura. Segundo ela, existe uma “cruzada das elites da zona sul contra ele” que, apesar de bem cotado no Estado, é o campeão de rejeição, principalmente entre os mais abastados.

Marcos Porto/Ag.News
Marcos Porto/Ag.News
Socialite Vera Loyola

De seu apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, a socialite conversou com o Último Segundo e disse que as elites estão confundindo as coisas e sendo preconceituosas contra o bispo da Igreja evangélica. “Não estamos em guerra religiosa, pelo amor de Deus. Vejam bem para ver o que vocês estão falando. Não estamos votando em bispo, rabino, padre, coisa nenhuma, mas no prefeito. Nessa hora não temos que nos preocupar com religião, pois não estamos na Irlanda do Norte ou na Inglaterra”, defendeu Vera.

Segundo ela, o atual prefeito César Maia (DEM) é apoiado pelos católicos e “está fazendo uma guerra entre a gente”. “Somos todos irmãos, não sei porque ele está fazendo isso, ele se acha o candidato católico e acho ótimo isso também, mas acho que não precisa atacar muito. O Eduardo Paes era ‘filho’ dele e agora ele o ataca. Política é isso aí”, disse.

Na última quarta-feira, ela participou de um jantar com 200 convidados no apartamento da socialite Regina Lemos Gonçalves, situado no luxuoso edifício Chopin, em Copacabana. A solenidade, organizada com o apoio da mulher do candidato, Sylvia Jane Hodge Crivella, foi uma forma de tentar convencer os presentes a aceitarem e apoiarem o candidato.

De acordo com Vera, a iniciativa rendeu frutos. “Acho que umas 20 pessoas já passam a entender e agora apóiam o Crivella”, contou. Estatísticas da pesquisa Datafolha, de 23 e 24 de julho, mostram que o senador lidera a disputa municipal com 24% das intenções de voto, mas é rejeitado por 29% dos eleitores. Na zona sul, tem 18% dos votos.

Além do teor político, a ocasião, como era de se esperar, foi marcada por toda a pompa de um evento que reúne a classe endinheirada da zona sul carioca. O jantar, muito bem decorado, foi organizado pela promoter Georgiana Guinle, com menu do chef do Copacabana Palace, Luiz Incal.

Católica, ela disse que fez uma análise de todos os candidatos à administração municipal, mas acredita que Crivella seja o mais preparado deles. “Tive a oportunidade de conhecer a família dele, a Sylvia é uma pessoa muito educada, ponderada e acho que ele é bastante apaziguador, conciliativo”, disse ela, que declarou gostar de Sérgio Cabral (PMDB) e reforçou seu apoio ao presidente Lula, a quem apoiou em suas duas candidaturas ao Palácio do Planalto. O segundo mandato do petista, para ela, vai muito bem.

Quanto aos demais candidatos, ela diz que o Estado está “com uma sorte muito grande”, pois acredita que “todos são muito bons, mas Crivella é o melhor”. “Não vou falar sobre as deficiências dos candidatos porque eu sempre pego uma balança e coloco os prós e os contras dos candidatos. Politicamente, faço assim”, revelou.

Segundo Vera, Crivella é um homem em “que não se vê nenhum escândalo” e não estaria se beneficiando de supostos currais eleitorais na capital carioca, como o Morro da Providência, onde foi instalado o projeto Cimento Social, fruto de uma emenda do senador. “Não tem isso de ligação com milícias. Nenhum candidato tem ligação com as milícias, todos estão querendo botar ordem na cidade”, afirmou.

Em sua análise, afirmou que Crivella é um homem trabalhador, bem casado, com boa família e “acho isso muito importante”. É o candidato com menos problemas familiares. “A Sylvia chega com aquele ar suave de primeira-dama, os filhos são lindos (Marcelo, 23, e Rachel, 20, estavam no jantar). É uma família muito bonita, parece uma família real”.

Sylvia, segundo ela, é fundamental para a campanha de Crivella. “Ela é realmente uma primeira-dama a altura. A esposa do César Maia (prefeito do Rio) faz questão de dizer que é chilena, mesmo morando há muitos anos aqui. Acho que uma parte positiva dela gostar da terra onde veio, esse não é nenhum demérito, mas não queremos mais isso. Acho que a Sylvia é uma mulher de muita garra, ela ficou muito tempo na África”, defendeu Vera.

As trocas de farpas entre os prefeituráveis, para ela, é normal. “A gente sabe que vai começar um jogando contra o outro e eleição é uma guerra verbal, mas com todos buscando a paz”, disse ela, que tem 65 anos e alega que a sociedade carioca deve escolher um candidato experiente. “Os jovens estão ficando rancorosos, com vontade disso e daquilo e não é assim. Temos que ter serenidade”, pregou.

Vera aproveitou a ocasião para comentar a sexualidade dos candidatos. “Só não falo mesmo da sexualidade do Crivella, que não tenho dúvidas. De todos os outros tem gente que fala coisas, mas não provam. Mas isso não é uma coisa tão importante, eu aceito a sexualidade, mas é melhor um candidato que já seja bem resolvido e bem estruturado na família”, ponderou.

“Acho que não teríamos um ‘primeiro-damo’, você entenda como quiser. O Gabeira (PV) não é casado, o Eduardo Paes (PMDB) tem uma dama muito jovem e a Jandira Feghali (PC do B) é uma boa candidata, acho ela bem natural, bem normal. Acredito que é um pouco radical no seu modo de ser, mas isso é dela. É uma mulher de valor”, considerou.

Questionada se tem apreço por algum partido em especial, a socialite disse que “não existe mais partidarismo”. “Você vota na pessoa e na mesma hora ela muda de partido. As pessoas votam nos candidatos e não mais no DEM ou no PSBD, o Eduardo Paes foi de muitos partidos, por exemplo”, avaliou.

Vera garantiu que não vai doar nada para a campanha de Crivella e disse que sua análise política é feita com propriedade. Mulher de personalidade forte, disse não se incomodar com o que falem dela. “Agora, se falou pra mim, eu me incomodo”, pontuou, ressaltando que, apesar da polarização religiosa no discurso eleitoral, “Deus é carioca”.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/rio_de_janeiro/noticias/2008/08/01/existe_uma_cruzada_das_elites_contra_crivella_diz_vera_loyola_1488477.html

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Não vou negar, e nem quero, que meu voto é do Crivella. Mas respeito todas as opiniões e candidatos, mas ao ler essa matéria com a Vera Loyola, ela deu um tapa de luva de pelica em muita gente ao mostrar-se tão politizada, muito mais que muita gente que se diz.
Justificando sua escolha por Crivella, contando sobre uma análise pessoal de cada candidato.

Todos deviam pegar candidato a candidato e listar os prós e contras e depois decidir em quem votar. E não deixar de votar no melhor candidato por um mero preconceito religioso, SIM, PRECONCEITO RELIGIOSO.

Estou cansada de usarem a religião para não votar ou até mesmo votar.
Devemos votar na melhor opção para o nosso município.


ACORDAAAA RIOOOOO!!!!

Comentários (1)

Tem gente que pensa que carioca é palhaço!

Tem gente que pensa que carioca é palhaço que gosta de ver palhaçada!
Confira a lei de propaganda eleitoral AQUI.

E confira esse vídeo da palhaçada de alguns candidatos a vereança e um candidato a prefeito, o Eduardo Paes.

Cariocas por favor paremos de ser levados por ridículos galhardetes fixados em locais proibidos e buscar conhecer plano de governo!!!

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