Na semana que passou tive a oportunidade de andar por diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro. Em todas elas, o meu olhar tentou encontrar “sinais aparentes” de campanha eleitoral. O que havia em comum era a presença de placas com fotos e números dos candidatos afixadas nas casas. Percebi que, quanto mais pobre a área, mais placas são encontradas. Na Comunidade da Maré, em frente à Linha Vermelha, aqui na cidade do Rio de Janeiro, algumas casas desapareceram atrás das placas. É sabido que em muitas áreas os moradores recebem dinheiro e outros benefícios para deixar que os candidatos coloquem suas propagandas. Observei também alguns carros de som circulando e uns poucos rapazes e moças segurando cartazes de candidatos em locais de maior circulação. Isso foi tudo que pude ver.
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Os números publicados nos gráficos apresentados nos jornais e na televisão são quase sempre os da pesquisa estimulada. Por isso, é sobre eles que os eleitores concentram sua atenção. Mas creio que vale a pena olhar mais cuidadosamente a evolução da pergunta espontânea. Atualmente, o percentual de eleitores que disseram não saber em quem votar na pergunta espontânea, em algumas das capitais onde os grandes institutos fizeram suas pesquisas, é muito alto, oscilando entre cerca de 30% e 80%. Os números apresentados pelo Ibope (margem de erro de 4 pontos percentuais) para algumas cidades pesquisadas nas últimas semanas são os seguintes: Salvador (31%); Fortaleza (52%) e Natal (60%). Os publicados pelas últimas pesquisas do Datafolha (margem de erro de 3 pontos percentuais) são: São Paulo (43%); Curitiba (46%); Recife (58%); Porto Alegre (61%); Rio de Janeiro (66%) e Belo Horizonte (79%).
Esses números tão altos talvez sejam um bom indicador do reduzido interesse que a campanha deste ano vem produzindo nos eleitores. Por isso não será surpresa se daqui a algumas semanas acontecerem intensas modificações nos resultados das pesquisas em algumas das cidades listadas acima. A conferir.
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