Em sabatina do ‘Grupo Estado’, candidato do PRB disse que foi o responsável por aliança do presidente Lula e Sérgio Cabral.

O candidato do PRB, senador Marcelo Crivella, reiterou mais de uma vez sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na primeira de uma série de sabatinas, promovida pelo Grupo Estado, com os candidatos a prefeito do Rio nesta quinta-feira, 21. Disse que vai imitar o presidente e repetir no Rio a política do governo federal. “Quero fazer para os mais pobres. Aprendi muito com ele (Lula) e muito com Alencar. Quero, no segundo turno, o presidente Lula. Ele poderá dizer em público: ‘Sou amigo do Crivella porque ele, quando entrou no meu gabinete, nunca pediu nada para ele, mas para o povo do Rio de Janeiro”, afirmou. E lembrou uma frase do vice-presidente José Alencar sobre o apoio de Lula ao senador. “Crivella é o candidato do coração do Lula”, disse uma vez Alencar, que também é do PRB e apóia Crivella.
Crivella afirmou ainda que tem “horror à intolerância” e que fará um governo para todos no Rio, e não apenas para os membros da Igreja Universal, instituição da qual é bispo licenciado. Ele disse também que parodiou Lula ao redigir a carta-compromisso para os eleitores da capital fluminense. Ainda para rebater a imagem ligada à Universal e provar que é um político conciliador, ele afirmou que foi o responsável pela união de Lula e do governador do Estado, Sérgio Cabral. “Vale lembrar que Cabral votava contra Lula quando era senador. Ali, dei gesto político para governar em favor do Rio”, disse.
O candidato do PRB brincou ainda sobre a participação de Lula no horário eleitoral de seu adversário do PT, Alessandro Molon. “No final do meu programa, entrou o do Molon, e começou com o Lula. Acharam que o Lula estava no meu programa. Não fui eu, foi o Molon. Vou ligar para ele e dizer: ‘Não faz mais isso, Molon, porque a Justiça vai brigar”, ironizou.
Num primeiro momento, Crivella disse que não chamaria nenhum membro da Universal para ser seu secretário, caso seja eleito: “Quero encontrar os melhores técnicos, urbanistas, técnicos em transporte, para redimir o Rio dessa vergonha imensa”. Em seguida, admitiu que pode ter evangélicos no seu secretariado desde que sejam bons técnicos. O candidato do PRB fez questão de reafirmar seu compromisso com “todos os cariocas”: “Não vou patrulhar o carnaval, o estilo da festa, o direito das pessoas de professar sua fé e culto. Rio já tem crise demais. Não pode ter mais essa. Quero caminhar para a paz, pelo bem do Rio”.
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