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setembro 28, 2008 / ASCOM

Pedro Ernesto – o defensor dos pobres do morro

A primeira eleição direta para a Prefeitura do Rio de Janeiro pode ter sido em 1985, mas pouca gente sabe que o primeiro prefeito eleito, de forma indireta, foi o médico e político Pedro Ernesto do Rego Batista. Nascido em Recife, Pernambuco, em 25 de setembro de 1884, ele veio ao Rio para estudar Medicina e, até morrer, em 10 de agosto de 1942, tanto fez pela cidade que virou nome de rua, escola, palácio, medalha e hospital. Inclusive, foi pioneiro, quando prefeito, na concessão de subvenções às escolas de samba, alegrando os morros que conheceu ainda estudante, ao participar da campanha de vacinação contra a febre amarela.

Sua trajetória política inicia em 1922, apoiando o movimento tenentista. Em 1929, adere à Aliança Liberal, de Getúlio Vargas. Revolucionário de 22, 26 e 30, Pedro Ernesto era chamado de “Mãe dos Tenentes”, pelo respeito e admiração que tinham por ele, além de ser seu médico.

Por imposição dos tenentes, o presidente Getúlio Vargas o nomeou prefeito-interventor do então Distrito Federal. Com a força conquistada por uma administração popular e humanista, funda o Partido Autonomista, que vence as eleições municipais de 3 de maio de 1935, conquistando a esmagadora maioria de 18 dos 20 vereadores eleitos. Conforme a legislação da época, Pedro Ernesto – como vereador mais votado – foi aclamado prefeito, dando continuidade a sua gestão como interventor.

Pedro Ernesto construiu dezenas de escolas e terminou a obra dos hospitais Getúlio Vargas, Carlos Chagas e Miguel Couto, além de inúmeros centros de saúde. Criou o Departamento de Turismo, a Polícia Municipal e dignificou o funcionalismo, regularizando seus vencimentos e oferecendo assistência médico-jurídica aos servidores.

Com o grande educador e precursor dos CIEPs, o professor Anísio Teixeira, promoveu ampla reforma na Educação carioca, combatendo o elitismo do ensino da época, democratizando a escola pública.

Por sua administração eminentemente popular e pelo combate ao fascismo dos países do Eixo (a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini), Pedro sofreu em 1934 intensa campanha anticomunista, embora ele não se considerasse nem um pouco comunista. Acabou preso em 1936, afastado da Prefeitura e teve cassada sua patente de coronel-médico da reserva do Exército.

Absolvido pelo Supremo Tribunal Militar, em 13 de setembro de 1937, junto a dezenas de presos políticos, ao sair às ruas é festejado pelas escolas de samba, em meio ao povo. Preso algumas outras vezes, Pedro Ernesto morreu na oposição, em 1942. Até hoje, deixa seu exemplo como político que defendia a gente pobre dos morros. 

Fonte: http://www.camara.rj.gov.br/acamara/histarte/verhist1.html

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